Análise de práticas sustentáveis em cadeias de valor - Casos Natura e Nestlé
- Vagner da Silva

- 22 de mai. de 2023
- 2 min de leitura
Com o intuito de analisar práticas sustentáveis de cadeias de suprimentos, foram escolhidas empresas de diferentes segmentos industriais.
A complexidade de suas cadeias de valor desde a obtenção da matéria-prima em locais diferenciados e atendendo a regulamentos distintos, dependendo da localidade onde é realizada, além da interação com sofisticados processos, ou rudimentares e precários - porém inclusivos, também se apresentaram para um comparativo com os preceitos constantes em seus relatórios de sustentabilidade, norteados pelos padrões sugeridos pelo GRI - Global Report Initiative.
Tal organismo, com sede em Amsterdã, Holanda, reflete indicadores que são de suma importância na declaração de iniciativas que envolvem a sigla ESG, de Environmental, Social and Governance, e explicam a trajetória anual das companhias de capital aberto no contexto sócioeconômico e ambiental na sua relação com as partes interessadas do negócio.
Além do GRI, muitas empresas também se baseiam nos conceitos SASB - Sustainability Accounting Standards Board, cujos critérios contábeis na declaração da materialidade sobre suas ações e relações com a sociedade interferem em seu desempenho em mercados onde apresentam opções de compra de participação em sua gestão de negócio, como ocorre na Bolsa de Valores de Nova Iorque/EUA - NYSE - New York Stock Exchange/USA.
Assim, o panorama ora indicado reflete a análise dos relatórios de sustentabilidade das respectivas companhias à luz do que foi trazido em parâmetros pesquisados por Beske e Seuring (2014) e Pagell e Wu (2009), cujos modelos foram elaborados a partir da observação da jornada de interação entre empresas e suas cadeias de suprimentos, na tentativa de aprimoramento de técnicas rumo à sustentabilidade.
Isto posto, a pergunta que norteou a pesquisa ora apresentada seria: quais aspectos foram mais aderentes à sustentabilidade - no patamar atual que esta representa para a sociedade, no tocante às cadeias de valor praticadas pelas companhias escolhidas (no caso, Natura e Nestlé), cada qual na sua abordagem e nicho de negócio respectivos?

Photo by Jack Moreh from Freerange Stock
Observação: estudo realizado para disciplina de Mestrado, em 2020, com a colaboração dos excelentes profissionais e colegas de curso: Catarina Riley e Rômulo Mendonça.
Links para documentos integrais do estudo:
REFERÊNCIAS
Ansoff, H.I. (1987). Corporate Strategy. New York. Revised Edition. Penguin Books
Beske, P; Seuring, S. (2014) Putting sustainability into supply chain management. Supply Chain
Management: An International Journal, v. 19, n.3, p. 322-331.
Natura (2014). Visão de Sustentabilidade 2050. Disponibilizado pelo Orientador (E-Class-
MPGC-FGV-EASP).
Natura (2019). Natura & Co. Report. Disponibilizado pelo Orientador (E-Class-MPGC-FGVEASP).
Natura. (2019) Relatório Anual de Sustentabilidade. Disponibilizado pelo Orientador (E-Class-
MPGC-FGV-EASP).
Nestlé (2019). Creating Shared Value Progress Report 2019. Disponível em:
https://www.nestle.com/sites/default/files/2020-03/creating-shared-value-report-2019-
en.pdf.
Nestlé (2019). Creating Shared Value – Global Reporting Initiative Index 2019. Disponível em:
https://www.nestle.com/sites/default/files/2020-03/creating-shared-value-gri-index-report-
2019-en.pdf.
Pagell, M; Wu, Z. ( 2009) Building a more complete theory of sustainable supply chain
management using case studies of 10 exemplars. Journal of Supply Chain Management, v. 45,
n. 2, p. 37-56, Abr.
Silva, M.E.; Nascimento, L. F. (Org.). (2016) Sustentabilidade em Cadeia de Suprimentos: entre
teoria e prática. Porto Alegre. Editora do Autor.




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