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"Contorciurbanismo" - A saga do cidadão por um espaço urbano mais "anatômico"

  • Foto do escritor: Vagner da Silva
    Vagner da Silva
  • 23 de mai. de 2023
  • 3 min de leitura

INTRODUÇÃO


O cidadão, na maioria do tempo, está tão ocupado com seus afazeres diários que sequer reflete sobre as agruras por quais está sujeito durante seu convívio no espaço urbano - pois não há outra solução a qual possa recorrer no curto prazo.



Em grandes centros, na média da população, esse sujeito passa por vários momentos de "contorcionismo" para atender suas necessidades básicas na grande cadeia socioeconômica na qual está inserido em um país de regime capitalista aberto como o brasileiro e que se reflete e parametriza, também, na maior parte do sul e oeste globais.


As diferenças entre norte e sul são sabidas, neste quesito infraestrutura urbana. O norte, com uma economia mais pujante e desenvolvida há muito tempo, baseada em sociedades que se organizaram há mais de mil anos, detêm equipamentos - principalmente de transporte, e que atendem a distâncias muito mais curtas e populações muito menores das que são observadas em "países-continentes" e em desenvolvimento como o Brasil. Mas fiquemos apenas no campo das cidades e seus espaços urbanos.


Voltando à "anatomia" das grandes cidades brasileiras, é flagrante que o cidadão tem que se adaptar ao que a ele é apresentado diariamente em termos de "ausências". Ausência de transporte rápido, confortável, em quantidade adequada e tempestivo. Ausência de saneamento ambiental atmosférico. Ausência de soluções para um tráfego cada vez mais adensado pois, cada um que enfrente o transporte coletivo diariamente, entende os motivos que levam os cidadãos a optarem por adquirir o quanto antes seus próprios veículos para fugirem desses precários meios de transporte coletivo ofertados.


Photo by Unsplah from Freerange Stock


Assim, com esse "briefing" sobre a tragédia urbana apenas indicada pelo item transporte e sem maior aprofundamento no tema, reflete-se sobre o que é e o que deveria ser mais ou menos desenvolvido em prol da sociedade desde que mantivesse um canal direto e em sintonia com suas necessidades e anseios.


Definir prioridades para a população é o papel dos agentes públicos investidos por eleição ou por opção de carreira. Sem ouvir e observar como as diferentes sociedades dentro de uma grande cidade, com suas próprias dinâmicas sociais, econômicas e ambientais se desenvolvem diariamente, e com o passar dos anos, é impossível fazerem evoluir questões como a trazida no transporte e seu efeito colateral na qualidade do ar a qual todos finalmente estaremos expostos nos afetando para além do cansaço de ter utilizado uma lotação por horas a fio até chegarmos ao trabalho ou retornarmos ao nosso lar.


Saúde, qualidade de vida e longevidade podem ser mantidas, obtidas ou, como se diz popularmente, "ganhas" com planejamento antenado nas principais demandas da sociedade, local a local, dentro de uma metrópole.


Photo by Winnie Vinzence from Freerange Stock


Entender deslocamentos permite traçar novos planos de aproximação entre oferta e demanda em que todos os atuantes poderiam sair mais fortalecidos.


Isso acontece através dos diálogos que estabelecem diretrizes para o funcionamento das cidades e no âmbito do legislativo, composto por representantes dessas comunidades.


Mas, voltando ao início desta introdução, como é mesmo que o cidadão se comporta? Ele está ocupado e não pode parar para refletir que deveria se aproximar de seus representantes, cobrá-los e auxiliá-los no processo de criação de novos parâmetros que o ajudassem a resolver tais questões que interferem diretamente na sua qualidade de vida na cidade, não é mesmo?


Cidadania é difícil de ser exercida em sua plenitude. Porém, mais uma das tarefas a que todos deveríamos nos atentar para que, coletivamente, evoluíssemos como sociedade.


Observação: estudo realizado para disciplina de Mestrado, em 2021.


Link para documento integral do estudo:



REFERÊNCIAS


Janette Sadik-Khan - O futuro do planeta está nas cidades (https://www.fronteiras.com/videos/o-futuro-do-planeta-esta-nas-cidades)


Geoffrey West - Cidades são a origem dos problemas (e das soluções) (https://www.fronteiras.com/videos/cidades-sao-a-origem-dos-problemas-e-das-solucoes)


Janette Sadik-Khan - Planeje, estude e transforme sua cidade (https://www.fronteiras.com/videos/planeje-estude-e-transforme-sua-cidade)


Enrique Peñalosa - Como construir uma cidade (https://www.fronteiras.com/videos/como-construir-uma-cidade)


Jan Gehl - Gestão pública e qualidade de vida (https://www.fronteiras.com/videos/gestao-publica-e-qualidade-de-vida)


Saskia Sassen - O grande risco das cidades mal organizadas (https://www.fronteiras.com/videos/o-grande-risco-das-cidades-mal-organizadas)


Janette Sadik-Khan - Cidades do futuro, cidades para pessoas (https://www.fronteiras.com/videos/cidades-do-futuro-cidades-para-pessoas)


Geoffrey West - A cidade é um espelho das interações sociais (https://www.fronteiras.com/videos/a-cidade-e-um-espelho-das-interacoes-sociais)

 
 
 

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