Vulnerabilidades de riscos de mudanças climáticas - auxiliando o tomador de decisões público/privado
- Vagner da Silva

- 7 de jan. de 2023
- 4 min de leitura
RESUMO
É da natureza da raça humana postergar decisões que envolvam situações de alto investimento
que não tenham um caráter de urgência.
Normalmente, acidentes que se originem por desastres naturais são igualmente dispendiosos do ponto de vista público e privado, porém, envolvendo muitas vezes a urgência e criticidade, são rapidamente assistidos financeiramente, com comprometimento de orçamentos que não previram esse adicional para contenções e contingências.
A partir da elucidação sobre como o homem estava contribuindo para a constatada mudança climática global, por histórico incremento das taxas de dióxido de carbono – CO2, (VELTRONE, 2017) de suas atividades econômicas principalmente, adentramos a era do “antropoceno” (DAVISON, 2019), como muitos cientistas têm classificado o período no qual o planeta Terra está, em sua evolução, sob influência das decisões humanas na história moderna, que continuam o impactando – agora em escala global e sem fronteiras físicas como as anteriormente conhecidas.
Sob esse prisma demonstrado pela academia, governos de todos os níveis, empresas e cidadãos – majoritariamente através de organizações da sociedade civil organizada, vêm sendo desafiados a encontrar caminhos através de ações que minimizem os efeitos futuros projetados com o cenário do aquecimento global enquanto ele ainda pode ser operacionalizado.
Este trabalho tenta influenciar governantes ou presidentes de empresas a aceitarem este desafio que somente poderá alcançar êxito caso haja conscientização e adesão conjunta da sociedade global.

Proposta: Endereçar, formalmente, texto recomendando a adequação às mudanças climáticas de uma região para evitar perdas sociais e patrimoniais tanto públicas quanto privadas.
Observação: estudo realizado para disciplina de Mestrado, em 2020.
Link para o texto completo: https://1drv.ms/b/s!Ahp2ZgTwB_3GfnLdeh0zvvVn4I4?e=mbFwXR
INTRODUÇÃO
Excelentíssimo, em 2020, mais do que nunca antes na história do planeta, temos uma sociedade
que já está familiarizada com a temática do Aquecimento Global e das Mudanças Climáticas.
Apesar do tema despertar preocupação em algumas camadas de nossa sociedade nem sempre
ela está devidamente preparada para identificar quais as reais consequências dessas alterações
climáticas em seu dia-a-dia e ao longo dos anos que virão, caso a tendência de aquecimento se
mantenha como a identificada até o momento pelos especialistas ao redor do mundo devido às
atividades humanas no planeta.
Como a experiência de nossa história mostra, essas consequências recaem com maior intensidade sobre a parte da população menos favorecida social e economicamente.
Com o nível de desigualdade que é patente em nossa sociedade, como é apontado nos Relatórios de Desenvolvimento Humano publicados pelas Nações Unidas (HDR/UNDP, 2019), que atualmente coloca o Brasil na 79ª colocação entre os países analisados em termos de Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, cabe aos gestores públicos - bem como os privados em seu âmbito de atuação, traçarem estratégias para resguardar os direitos, orientar e prover a população de instrumentos legais, infraestrutura, programas e projetos que possibilitariam o melhor enfrentamento possível para os cenários que são idealizados a partir da elevação da temperatura no horizonte dos próximos anos até 2050 e o fim do século XXI...

O CONTEXTO LOCAL
Nesse cenário que poder-se-ia projetar para uma cidade litorânea como a de Ubatuba, cujas características geográficas e ambientais a colocam em um contexto de maior vulnerabilidade em comparação a outras, também, pelas mesmas características e pelo seu porte, poderiam lhes ser benéficas.
Alguns estudos, como o da “Metodologia, ferramentas e base de dados – avaliação de impactos de mudanças climáticas nas zonas costeiras, do Ministério do Meio Ambiente”, especificamente sintetizado na “Apresentação: Mudanças Climáticas Globais e Impactos na Zona Costeira – REDELITORAL”, de autoria de SIMÕES e FREITAS, poderiam servir como referência na colaboração entre os diversos entes atuantes na região do Litoral Norte de São Paulo, da qual a Cidade de Ubatuba faz parte, visando incorporar as ações de planejamento com foco na mitigação e adaptação, através de um trabalho que observe as vulnerabilidades e exposições locais e sua transformação a uma sistemática de abordagem ampla contemplando as questões de Mudanças Climáticas, como constante no 5º Relatório de Avaliação elaborado no Grupo de Trabalho II para Adaptação e no 5º Relatório de Avaliação elaborado no Grupo de Trabalho III para Mitigação, do IPCC, no âmbito da Organização Meteorológica Mundial e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, ambos da ONU, de 2014...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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https:/www.c40.org/researches/protecting_our_capital – Acesso em: 20/04/2020.
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www.centroclima.coppe.ufrj.br/images/Noticias/documentos/plano_de_adaptacao-ENG-FINAL.pdf - Acesso em: 20/04/2020.
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- SIMÕES, E.; FREITAS, D. – Apresentação: Mudanças Climáticas Globais e Impactos
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